sábado, 29 de maio de 2021

Jair Pereira, o "Tufão da Teixeira de Castro".

 

Jair Pereira foi cognominado pela imprensa como o “Tufão”. O nosso atacante foi o artilheiro do time com cinco gols no Campeonato, e como fato interessante, foi quem marcou o primeiro gol no início do Campeonato, contra o Botafogo, e quem encerrou no returno, contra a Portuguesa. O “Tufão” fez 2 gols contra os alvinegros, 2 contra o Olaria e 1 contra a Portuguesa. Na foto, Jair Pereira, num lance espetacular, é derrubado por Assis, do Fluminense, quando se preparava para marcar. Além de valente e decidido, o “Jajá do Bonsuça” é um artilheiro nato. Revista do Bonsucesso/agosto/1969.

Centenário do Bonsucesso, 2013: Jair Pereira é homenageado. Foto: Raffa Tamburini.

O “Tufão da Teixeira de Castro”, Jair Pereira da Silva, o “Jair Pereira” dos gramados, completa hoje 75 anos* de idade. Um dos grandes nomes da equipe rubro-anil no final dos anos 60, tem uma bela carreira como jogador e treinador de futebol. Assumiu a titularidade na equipe na Taça Guanabara de 1968 (competição independente do Carioca) e até 1973 registrou seu talento e seus gols nos Cariocas pelo Bonsucesso (é o artilheiro rubro-anil no Maracanã pelos Campeonatos Cariocas = 7 gols). Antes do Bonsuça, honrou as camisas do Madureira e Flamengo. Vestiu também as camisas do Olaria, Santa Cruz, Vasco da Gama e Bangu. Ao encerrar a carreira de jogador, brilhou como técnico em várias equipes e na Seleção Brasileira conquistou os títulos do Sul-Americano de Futebol Sub 20 de 1983/1985 e do Mundial de Futebol Sub 20 de 1983.

Seleção Sub 20 de 1983. Jair Pereira é o terceiro da direita para a esquerda, uniforme branco. Foto: Divulgação CBF.

Taça Guanabara 1968, da esquerda para a direita, atletas em pé: Jonas, Luís Carlos, Paulo Lumumba, Moisés, Sá e Albérico. Agachados: Waldir, Gonçalves, JAIR PEREIRA, Didinho e Fifi. Foto: arquivo.

A Revista do Bonsucesso, edição abril de 1969, ao apresentar o elenco à torcida, classificou Jair Pereira dessa forma:

atacante ponta de lança – Jair Pereira da Silva – carioca – 22 anos – 1,67 – 70 quilos – iniciou no Madureira A.C (juvenil e time titular) devido às suas grandes atuações foi transferido para o Flamengo, onde atuou com destaque – veio para o Bonsucesso em 68, tendo o clube da Gávea cedido seu passe ao nosso clube gratuitamente numa manobra hábil do presidente Fuad. Características: bom rompedor de área; valente, decidido, arisco e inteligente com a bola nos pés; joga sem bola para perturbar as defesas adversárias – um grande valor; bate forte com os dois pés e é rápido nas manobras de área.

Elenco de 1969, da esquerda para a direita, atletas em pé: Luís Carlos, Lumumba, Ubirajara, Moisés, Renê e Albérico. Agachados: Gibira, Fifi, JAIR PEREIRA, Didinho e Waldir. O 1º em pé da esquerda para a direita, de branco, Técnico Duque. O 1º agachado da esquerda para a direita, massagista Abdias. Foto: Revista Bonsucesso/abril/1969.

E para homenagear o ídolo rubro-anil, trechos de uma entrevista à Revista Bonsucesso, edição fevereiro de 1970. Parabéns, Jair Pereira:

Jovem, brioso e dono de uma garra incomum, Jair Pereira inicia, neste mês, essa seção. Rapaz de excelente formação moral, chefe de família dedicado, bom filho e uma “grande praça”, o nosso “tanque”, é sem dúvida, uma das peças importantes na luta que se avizinha, no Campeonato Carioca e na Taça Guanabara. Carioca, com 23 anos de idade, casado e em vésperas de “estrear” de papai, Jair Pereira – que a crônica esportiva denominou de “Tufão” – fala de suas ambições, de seu futuro, sem esquecer no entretanto do passado que não vai tão distante quando iniciou sua vida desportiva.

Sobre sua vida como jogador de futebol, Jair Pereira declarou o seguinte:

_ É com grande satisfação que concedo essa entrevista à REVISTA DO BONSUCESSO, porque já aprendi a gostar desse Clube, como se ele fosse um prolongamento de meu lar. Iniciei a minha carreira no infanto-juvenil do Madureira Atlético Clube, onde atuei nos juvenis e no quadro titular em 1966, com apenas 17 anos. No início do ano seguinte fui negociado com o Flamengo por 3 mil cruzeiros novos, tendo lá na Gávea atuado no quadro de aspirantes e de profissionais. Como atravessava uma fase incerta, devido à mudança rápida de clube, consegui junto ao presidente Veiga Brito a minha cessão ao Bonsucesso, porque já alimentava esperanças de poder ser útil a este tão simpático Clube. Devo declarar, a bem da verdade, que a transação se deu devido ao espírito e sagacidade do presidente Fuad Bunahum, que convenceu ao presidente do Flamengo que eu fosse transferido definitivamente para o Bonsucesso, sem ônus algum. Isso me trouxe alma nova, e aqui chegando, procurei dar tudo de mim pelo Clube que confiava na minha carreira. Graças a Deus, hoje me sinto realizado em parte, porque o Bonsucesso foi para mim “os ovos de ouro”, que tanto almejava e precisava para demonstrar todo o meu valor. Hoje, passado o período de transição, já sinto que está chegando a hora de provar aos descrentes que tenho personalidade e que sou aquele jogador que muitas equipes procuram, porque sou, antes de tudo, um homem que tem um objetivo, e esse é o de vencer na vida, custe o que custar, porque sou jovem, valente e dono de muita garra, modéstia à parte.

Continuando, Jair Pereira aduziu:

_ Sei que a luta pela vida é bem difícil, porém tenho confiança em mim, e demonstrarei nesse Campeonato e na Taça Guanabara que, de fato, mereço também um lugar ao sol, como vários companheiros já mereceram. No ano passado fui o artilheiro da equipe com seis gols, porém, neste ano, espero que a minha estrela brilhe mais, e possa brigar pelo título de artilheiro da cidade.

Sobre os treinadores que já passaram em sua carreira, Jair Pereira declarou:

_ Devo em parte muito de meus progressos técnicos no ano passado ao professor Duque, na prática, e aos conselhos bem paternos do professor Ernesto dos Santos; porém, com cada treinador que eu tive a ventura de trabalhar, sempre aprendi um pouco mais. Entre eles, posso citar, no Madureira – Bimba e Apel; no Flamengo – Valter Miraglia, Renganeschi (que me lançou no quadro titular), Aimoré Moreira e Bria, e no Bonsucesso – o grande amigo “seu” Velha, Duque, e agora o professor Paulo Emílio – em quem confio muito, sem, contudo, de dar uma menção especial ao carinho e desvelo do excelente preparador físico Eithel Seixas e a grande equipe médica do Bonsucesso sob o comando do competente Dr. Nilson Allan. A eles, eu devo em grande dose o meu sucesso e a minha ascensão técnica e física.

Sobre o seu futuro, Jair Pereira disse:

_ Como chefe de família, e à espera da chegada do meu primeiro filhinho, devo declarar que o meu grande sonho é que o meu primogênito venha com saúde e perfeito, e que Deus conceda suas Graças de uma boa hora para a minha querida esposa. No campo profissional, espero que 1970 seja o meu ano de glórias, pois preciso ainda fazer a minha independência econômica. Que esse desejo se torne realidade, porque preciso dar ao meu Bonsucesso aquele lugar que tão bem merece no conceito da crônica esportiva e na do público em geral: Nós seremos de fato nesse ano o “Superbonsuça”, mandando aquela “braza” sobre os demais. Força de vontade e “peito”, não me faltam, e nem aos meus colegas da equipe, porque se chegamos a uma posição de relevo no campeonato passado, temos a obrigação de pelo menos mantermos aquela posição, para alegria de nossa torcida e do nosso quadro social. O Clube será mais uma vez o objeto das manchetes nos jornais e nas rádios, lá isso eu e meus companheiros de equipe não duvidamos.

Ao se despedir dos leitores da Revista do Bonsucesso, Jair Pereira finalizou:

_ Quero, também, aproveitar o ensejo que se está me oferecendo, para desejar ao quadro social, à torcida rubro-anil, à Diretoria e aos meus companheiros de equipe um 1970 venturoso, fazendo votos para que esse ano venha novamente ser de muitas alegrias para todos nós.

Em 2020, entrevista para Sérgio Du Bocage no quadro “No Álbum da Bola”, homenagem aos 74 anos de Jair Pereira, programa "No Mundo da Bola". Foto: TV Brasil.

Revista do Bonsucesso/fevereiro/1970.

 *29/05/1946 - Jair Pereira – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org).

segunda-feira, 3 de maio de 2021

"Bolados" com o Cesso.

25ª “Live dos Bolados” – entrevista com George Joaquim do Bonsucesso: https://www.youtube.com/watch?v=f7b2dbkWPyA

A entrevista de hoje (03/05) da “Live dos Bolados”, às 21h05min, é com o Benemérito do Bonsucesso F.C. George Joaquim.

E mais, “Bancada Full”, pela primeira vez um representante do Botafogo.

Não percam!

Siga os “Bolados”:

Youtubehttp://m.youtube.com/channel/UCptkFChw_wazfLaIpuSuA3g

Facebook: bolados.bolados

Instagram: @bolados.insta

E-mail: contatodosbolados@gmail.com

Imagem: Bolados.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Placar Histórico: Bonsucesso 5 x 0 Flamengo em 27/03/1932.

A Noite, 28/03/1932.

No dia 27 de março de 1932, o Bonsucesso aplicou uma goleada no Flamengo na abertura do Torneio Preparatório, competição oficial da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos). O público do campo da Estrada do Norte, atual Teixeira de Castro, viveu um dia eufórico ao presenciar e vibrar com o placar de 5 x 0 a favor do Rubro-Anil da Leopoldina.

A Noite, 28/03/1932.

O Bonsucesso não encontrou dificuldades para envolver o seu adversário e triunfar na tarde suburbana. Por um determinado período do 1º tempo, o jogo foi equilibrado, mas os visitantes começaram a encontrar dificuldades de impor seu ritmo e o Bonsucesso passou a dominar a partida e construir o “placar elástico”.

Segundo o jornal A Noite: “Em synthese a victoria do Bomsuccesso foi bela, fácil e nítida.

Os gols da partida foram marcados por Leônidas, Miro (2) e Carlos (2). O 1º gol foi um chute de Leônidas (minutos antes perdeu um pênalti defendido por Amado) aproveitando uma brecha da defesa. O 2º gol surgiu de uma falha de Amado depois de defender um chute de Leônidas, deixou escapar a bola e Miro aproveitou para marcar. No 2º tempo, Miro ampliou a contagem, 3º gol, aproveitando uma “furada” de Bibi. Carlos vai marcar o 4º gol após novo “cochilo” da defesa e fecha o placar, 5º gol, ao receber passe de Prego em domínio franco do Bonsucesso.

Bonsucesso 5 x 0 Flamengo.

Competição: Torneio Preparatório – Série A – 1ª rodada.

Local: Estrada do Norte – Bonsucesso.

Árbitro: Diogo Rangel.

Gols: 1º tempo: Leônidas e Miro – 2º tempo: Miro e Carlos (2).

Bonsucesso: Durval; Fernandes e Heitor; Loió, Otto e Claudio; Carlos, Prego, Gradim, Leonidas e Miro.

Flamengo: Amado (Ismael); Segreto e Bibi; Penha (Alberto), Rubens e Luciano; Bahiano, Flavio, Darcy, Ayres (Celio) e Gilberto.

A Noite, 28/03/1932.


Torneio Preparatório.

Arquibancada do Campo da Estrada do Norte lotada para assistir Bonsucesso 2 x 2 Botafogo em 03/04/1932. Foto: A Noite, 04/04/1932.

Para o Campeonato Carioca de 1932 a AMEA estava convicta que a melhor composição seria de oito clubes na principal divisão da competição. Essa composição seria formada pelos fundadores da AMEA (America, Bangu, Botafogo, Flamengo e Fluminense), Vasco da Gama, São Cristóvão e mais um clube que seria o vencedor do Torneio Preparatório, idealizado pelo Conselho da Associação. Essa vaga seria disputada por Andarhay, Bonsucesso, Carioca, Olaria e SC Brasil. Os fundadores, o Vasco e o São Cristóvão poderiam participar da competição, mesmo com suas vagas garantidas na “Principal Divisão”. Os clubes que não conseguissem a classificação à “Principal Divisão” formariam a “1ª Divisão” com outras equipes promovidas da “2ª Divisão”.

Título da crítica sobre a criação do Torneio Preparatório. A Noite, 17/02/1932.

Criação do Torneio Preparatório. A Noite, 17/02/1932.

O Torneio foi dividido em duas séries, de acordo com os inscritos para a competição. Os dois melhores classificados entre Andarhay, Bonsucesso, Carioca, Olaria e SC Brasil nas duas séries se enfrentavam numa melhor de três para definir o classificado à “Principal Divisão”.

Série A: Bonsucesso, Botafogo, Carioca, Flamengo, São Cristóvão e Vasco.

Série B: America, Andarahy, Bangu, Fluminense, Olaria e SC Brasil.

A realização do Torneio Preparatório foi conturbada desde a sua divulgação. O SC Brasil, baseado em Resoluções anteriores do Conselho da AMEA, pleiteou a 8ª vaga do Campeonato. O Conselho resolveu acatar e determinou que o Campeonato seria formado com os fundadores, o Vasco, o São Cristóvão e o SC Brasil. O vencedor do Torneio seria indicado como o 9º clube da competição.

A Noite, 24/03/1932.

O Torneio Início, tradicional competição festiva de abertura do futebol carioca, deixaria de existir com a realização do Torneio Preparatório.

Torneio Preparatório dividiu a AMEA. A Noite, 07/04/1932.

O Torneio foi iniciado em 27 de março e durante as duas primeiras rodadas o Andarhay também pleiteou uma vaga direta na “Principal Divisão”, baseado em Resoluções anteriores da AMEA. Crítica intensa da imprensa sobre as decisões do Conselho Diretor e uma possibilidade de ruptura do comando do futebol carioca foram fatores determinantes para que o Conselho da AMEA cancelasse o Torneio Preparatório na 3ª rodada. O Torneio Início retornou como abertura oficial do futebol carioca e o Campeonato de 1932 seria composto por 12 equipes (11 que disputaram o campeonato de 1931: America, Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Carioca, Flamengo, Fluminense, São Cristóvão, SC Brasil, Vasco e o campeão da 2ª divisão de 1931, Olaria.

Véspera da 3ª rodada, decisão de encerrar o torneio. A Noite, 09/04/1932.

Fim do torneio. A Noite, 11/04/1932.

O último placar do Bonsucesso no torneio em 10/04/1932. A Noite, 11/04/1932.

Classificação final. A Noite, 11/04/1932.

Fontes: Jornal A Noite e Jornal dos Sports (Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional).

quinta-feira, 25 de março de 2021

Placar Histórico: Fluminense 1 x 1 Bonsucesso em 04/03/1972.

O Fluminense tentou ser superior ao Bonsucesso, mas, no máximo, foi igual no placar. Foto: Correio da Manhã.

No dia 04 de março de 1972, a noite do Maracanã foi presenteada com um bom jogo envolvendo Fluminense x Bonsucesso. O empate em 1 x 1 mostrou ao público um forte Bonsucesso e um Fluminense desesperado atrás do empate. O movimentado jogo do Cesso, rápido e objetivo no ataque e forte na defesa, surpreendeu o tricolor das Laranjeiras.

O Bonsucesso abriu o placar no 2º tempo aos oito minutos através de Paulinho, em espetacular jogada, que ao receber de Natal, cobriu Sérgio Cosme na pequena área, desviou de Félix e mandou ao gol adversário.

O bom jogo do Cesso seguia contra o adversário até que Silveira, aos 20 minutos, “roubou” a bola de Nilson e de um forte chute no ângulo de Pedrinho, empatou a partida no Maraca.

Fluminense 1 x 1 Bonsucesso.

Competição: Campeonato Carioca.

Local: Estádio Mário Filho – Maracanã.

Árbitro: José Mário Vinhas.

Gols: Paulinho (8’ 2ºT); Silveira (20’ 2ºT).

Fluminense: Félix; Oliveira, Sérgio Cosme, Assis e Marco Antônio; Marquinhos e Silveira; Cafuringa (Wilton), Mickey (Jair), Ivair e Lula.

Bonsucesso: Pedrinho; Natal, Dutra, Nilo e Romero; Silva e Nílson; William, Jair Pereira, Paulinho (Ernâni) e Fernando (Orlando).

Fonte: Jornal Correio da Manhã (Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional).

Correio da Manhã, 05/03/1972.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Placar Histórico: 31/01/1932 - Palestra Itália 1 x 3 Bonsucesso.


Gradim e o goleiro Russo. Foto: Jornal A Gazeta, 02/02/1932.

No dia 31/01/1932, o Bonsucesso visitou pela 1ª vez a cidade de São Paulo para participar de um amistoso com o Palestra Itália. O campeão paulista de 1926/27 pela APEA e vice-campeão de 1931, recebeu o Bonsuça no Parque Antarctica e foi derrotado por 3 x 1. Os gols do rubro-anil da Leopoldina foram de Leônidas (2) e Gradim. A vitória do esquadrão carioca foi construída no 1º tempo e o gol de honra do Palestra foi marcado por Romeu no 2º tempo em cobrança de pênalti.

A expectativa da imprensa paulista pela presença de Leônidas no amistoso. Foto: Jornal A Gazeta, 29/01/1932.


A Gazeta, 30/01/1932.

Palestra Itália 1 x 3 Bonsucesso.

Competição: amistoso.

Data: 31/01/1932.

Local: Parque Antarctica – São Paulo.

Árbitro: Carlos Strobel.

Gols: Leônidas (2) e Gradim, 1º T – Romeu, 2º T.

Palestra: Russo; Natalino e Gori; Gemignani, Adolpho (Gailardo) e Gareia; Mongell (Aldo), Ambrozino, Forte (Romeu), Fogueira e Popo.

Bonsucesso: Durval; Fernandes e Heitor; Lolo, Otto e Claudio; Ernesto, Prego, Gradim, Leônidas e Miro.


Os dois maiores nomes do Cesso no início da década de 30: Gradim e Leônidas. Foto: Jornal Diário Nacional. 

Antes do amistoso de São Paulo, o Cesso realizou três partidas amistosas na cidade de Santos. O 1º jogo, 24/01/1932, foi surpreendido pela ousadia do Hespanha F.C. e foi derrotado por 5 x 1. O gol de honra do nosso esquadrão foi de Leônidas. A revanche foi acertada para três dias depois, 27/01/1932 e o placar foi de 2 x 2, dois de Gradim. No último jogo de Santos, 29/01/1932, o Bonsucesso aplicou uma goleada de 6 x 0 na Portuguesa Santista (4ª colocada no campeonato paulista de 31). A goleada foi registrada por Prego (2), Leônidas, Gradim (2) e Miro.

Fontes: Jornais A Gazeta e Diário Nacional – Hemeroteca Nacional da Biblioteca Nacional.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020